quarta-feira, 18 de junho de 2014

PROJETO CEDOC EGBÉ

PROJETO CEDOC EGBÉ PROPONENTE: OBALUAYÊ – CENTRO DE PESQUISA E DOCUMENTAÇÃO CNPJ 20.294.825/0001-73 OBJETIVOS: • Angariar financiamento público e privado para o CEDOC EGBÉ . • Alugar ou adquirir um imóvel no Bairro João XXIII para sediar as instalações do CEDOC EGBÈ. • Receber doações em diversos suportes informacionais físicos ligados à questão da africanidade, a afro-religiosidade e a diáspora negra. A saber: livros, revistas, periódicos, boletins informativos, jornais, CD-ROM, cd áudios, DVD’s, entre outros. • Formar um telecentro para o CEDOC EGBÉ. • Atender a comunidade do bairro João XXIII, zona sul de Fortaleza – área de IDH: 0,457 (IDH comparável a certos países pobres da África meridional e do Oriente Médio). • Combater o analfabetismo funcional da população afrodescendente e branca pobre do bairro João XXIII. • Melhorar o letramento da população analfabeta do Bairro João XXIII. • Suprir de livros e mídias diversas uma comunidade que não dispõe de biblioteca pública, comunitária ou livrarias. • Criar um cineclube afro. • Escoar a produção livreira em africanidades, afro-religiosidades e diáspora negra do mercado editorial brasileiro. • Criar público leitor numa comunidade em que as bancas de revista (apenas duas) vendem salgados para complementar a renda. • Promover oficinas literárias no interior do CEDOC EGBÉ. • Combater a periferização das negras e dos negros • Luta contra a subalternização das comunidades e povos tradicionais de terreiro do bairro João XXIII. JUSTIFICATIVA O parceiro privado ou público deve financiar esta ideia porque ela é uma oportunidade de ver sua marca associada a um projeto de inclusão social diferenciado. Segundo dados do site da Prefeitura Municipal de Fortaleza, o Bairro João XXIII possui uma Área: 1,41km² População: 18.398 habitantes IDH: 0,457. Ou seja, é um bairro que exibe um IDH de países da África meridional ou do Oriente médio. Assim, é um bairro carente como a maioria dos bairros do subúrbio de Fortaleza. O Bairro João XXIII surgiu em 1960 e antes tinha o nome de Parque Santa Fé. A comunidade do bairro não dispõe de telecentros, livrarias, bibliotecas públicas ou comunitárias. O morador do bairro João XXIII que deseja informar-se terá que fazê-lo apenas por uma FM comunitária, que privilegia música de baixa qualidade. Ou terá de desembolsar um real nas poucas lan houses do bairro João XXIII. O Bairro João XXIII não tem um jornal local. As bibliotecas das escolas públicas locais são fechadas à comunidade. Desde 1992 que como pessoa física empresto livros para os moradores do bairro e de 2002 para cá passei a emprestar livros de maneira informal aos frequentadores e sacerdotes das comunidades tradicionais de terreiro do bairro João XXIII. Percebe-se uma sede de informação por esses moradores e praticantes de terreiros do bairro João XXIII. Portanto, bancar o CEDOC EGBÉ é relevante para a comunidade do bairro João XXIII e adjacências (algumas pessoas que frequentam os terreiros locais moram em bairros vizinhos). Assim, financiar o CEDOC EGBÉ é uma oportunidade de promover cidadania e empoderamento de uma comunidade carente materialmente, mas rica mentalmente. BIOGRAFIA DO RESPONSÁVEL PELO PROJETO Charles Odevan Xavier é graduado em Letras (UFC) e cursou 14 créditos do Mestrado em Letras (UFC). Poeta, contista, cronista, ensaísta, blogueiro, arte-educador, realizador audiovisual, consultor e palestrante. Publicou os seguintes livros: 1. SEM MUTHEMBA: USOS POLÍTICOS DOS CULTOS AFROS EOUTROS ENSAIOS. 2. A CRISE MUNDIAL 3. O MONOLITO: CONTOS E CRÔNICAS 4. MUTULO!:CONTOS DE MACUMBA Todos estes livros estão no catálogo da Livraria americana Amazon. http://www.amazon.com/s/ref=nb_sb_noss_1/176-7672442-4202229?url=search-alias%3Daps&field-keywords=charles%20odevan%20xavier&sprefix=charles+od%2Caps&rh=i%3Aaps%2Ck%3Acharles%20odevan%20xavier Foi professor temporário da Rede municipal de ensino de Fortaleza de Outubro de 2007 a Outubro de 2009, da qual reconhece a dificuldade que viveu em implementar a Lei 10.639/2003 nesse contexto como educador na ponta. Foi chamado algumas vezes para cumprir carência de professores de licença médica na Rede Estadual do Ceará como professor temporário; onde também tentou implementar na ponta a Lei 10.639/2003. Em 2010 pleiteou a realização da Oficina de Ancestralidade Africana no Terreiro de Mãe Taquinha( sacerdotisa do rito umbanda no bairro Jardim Jatobá – confluência entre a periferia de Fortaleza e o grande Maracanaú) ao Ministério da Cultura, mas o projeto não foi aprovado. Em 2011 articulou-se junto a Associação Espírita de Umbanda São Miguel do Pai Miguel Neto de Tranca-ruas no bairro Granja Lisboa – confluência entre a periferia de Fortaleza e o distrito de Jurema em Caucaia. Nessa experiência procurou captar recursos para a instalação de um acervo afro-indígena junto á uma instituição financeira internacional bem conhecida que lançara um prêmio do terceiro setor naquele ano. Mas este projeto não foi aprovado. Foi convidado pelo Professor Paulo Venicio do CODEA/COAP ligado à SEDUC-Secretaria de Educação do Ceará para integrar o GT – Africanidade e Cultura Indígena de Abril de 2011 a Novembro de 2012, do qual interagiu com profissionais da educação de diversas disciplinas e com militantes do Movimento Negro, LGBTTS negros, babalorixás, ogãs, alabês, articuladores de Comunidades Remanescentes de Quilombos cearenses, articuladores de comunidades indígenas, técnicos da CEPPIR, entre outros integrantes. Tem vínculos afetivos com o egbé Ilê Asè Ya Omi Arin Ma Sun em Mucunã, zona rural do município de Maracanaú. É frequentador do Terreiro Traca-ruas das almas do bairro João XXIII. Proprietário da OBALUAYÊ - CENTRO DE PESQUISA E DOCUMENTAÇÃO CNPJ 20.294.825/0001-73 Na direção desta empresa luta para instalar o maior acervo de africanidade, afro-religiosidade e diáspora negra do Estado do Ceará num bairro de baixo IDH de Fortaleza. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS . ARAUJO, Iza Antunes; SILVA, Divina Aparecida. Auxiliar de Biblioteca - Técnicas e Práticas Para Formação Profissional - 7ª Ed. – Brasília: Thesaurus, 2014. CASTRILLON, Silvia. O Direito de ler e escrever – Tradução: Marcos Bagno – São Paulo: Pulo do Gato, 2011; CHARTIER, Roger. A Aventura do livro: Do leitor ao navegador - conversações com Jean Lebrun – São Paulo: UNESP, 1998. Índice do desenvolvimento humano – In: http://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%8Dndice_de_Desenvolvimento_Humano Acessado em 18 de 06 de 2014. João XXIII – In: http://www.fortaleza.ce.gov.br/regionais/regional-iii/joao-xxiii Acessado em 18 de 06 de 2014 LINDOSO, Felipe. O Brasil pode ser um país de leitores? : Política para a cultura/política para o livro – São Paulo: Summus, 2004. MILANESI, Luiz. Ordenar para desordenar: Centros de Cultura e bibliotecas públicas – São Paulo: Brasiliense, 1986. Relatório do Desenvolvimento Humano 2013: A Ascensão do Sul: Progresso humano num mundo diversificado – Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). VIEIRA, Ronaldo. Introdução à teoria geral da Biblioteconomia – São Paulo: Interciência, 2014.

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