quarta-feira, 11 de julho de 2018

AS VIRTUDES CURATIVAS DO BANHO E DEFUMAÇÃO DE ALECRIM E SUA RELAÇÃO COM OXALUFÃ

A virtude do banho de 'alecrim' segundo livro do Mestre Ortiz de Belo de Souza da Ordem Iniciática Portais de Libertação. Segundo o capítulo .13 - Defumações e banhos, a erva 'alecrim' é ótima para banhos; beneficia todos os centros de força (chakras), sendo indicada, na forma de chá, como vaso dilatador; está ligado a todas as correntes de espíritos benfeitores. Sua queima na defumação traz ao ambiente todas as cores; quem tem vidência visualiza um arco-íris ligando o local a vários campos sublimes da espiritualidade. Já no Capítulo 7 - Assentamentos de força para o médium o 'alecrim' é associado ao orixá funfum, Oxalá, sincretizado com Jesus de Nazaré. Mestre Ortiz assegura que Oxalá é o orixá da pureza, rege os mistérios cristalinos da fé, a pureza da alma. Em seu assentamento de força vai um cristal de quartzo e quartzo rutilado, pedra cruz, dendrita, howlita, zircão com água da fonte. Ervas que podem ser colocadas na esteira e para banhos: saião/folha da costa, boldo (não confundir com o boldo do chile, aqui no caso é o boldinho, tapeta de Oxalá, tapeta de Jesus), girassol, malva, alecrim, algodoeira, alfavaca. Frutas colocadas na folha da bananeira, ou em um prato BRANCO: uva itália, fruta do conde (a ata aqui no Ceará e nordeste), lichia, jatobá, coco. Por dedução minha e pelo argumentação de Mestre Ortiz, o alecrim é associado ao Odu Ofun, quando caem 10 cauris (búzios) abertos. E recomenda-se que quando nós estamos estressados e com um certo cansaço mental, precisamos silenciar nossa mente em locais tranquilos para que possa assim interpretar melhor o que fazer na vida. Uma boa sugestão quando a fase de perturbação ocorrer e o cansaço mental nos consumir é ir para um ponto de força como uma cachoeira limpa, uma praia limpa, um parque florestal perto de casa, um jardim perto de casa. Ao sair de casa, tomar o banho de alecrim. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: SOUZA, Ortiz Belo de. Umbanda na Umbanda: Um chamado religioso - São Paulo : Editora Portais de Libertação, 2012. BENISTE, José. Jogo de Búzios - Encontro com o desconhecido - Editora Bertrand Brasil. - Isbn: 9788528607741 TEMPO, Robson. Jogo de Búzios na tradição do candomblé angola - Editora Pallas - ISBN: 9788534704052

segunda-feira, 15 de junho de 2015

INAUGURAÇÃO DO ILE ASE YA OMI ARIN MA SUN (PARTE III)

 Fornecedores, amigos e clientes interessados nos posts deste BLOG e do meu empreendimento industrial e comercial.



Este post é extraído de uma gravação não-blockbuster da inaguração da comunidade terapêutica fundado pelo médico não-ocidentalizado OLUTOJI



Para quem não é do Ceará, aviso o local não é tão fácil de encontrar.Tem que seguir o mapa e o google earth.



Mas vale a pena! Porque é lindão, deslumbrante e cheio tanto de Asé quanto de -Ntu.



Cheio de fundamento.



Vibração do ODU OSÈ

quinta-feira, 11 de junho de 2015

terça-feira, 9 de junho de 2015

Simpatia do limão para fazer pessoa sumir do seu caminho











Este post é para compartilhar um vídeo super bem produzido pelo médium curitibano William Girassol.



Como o nosso blog é dedicado a falar, interpretar e mostrar aspectos do chamado Folclore negro-indígena brasileiro. Considerei conveniente compartilhar este post.

sexta-feira, 5 de junho de 2015

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

CORPO NEGRO: HÍGIDO OU SEDENTÁRIO NA OBRA DE NORVAL BATISTA CRUZ

Este estudo é uma resenha da obra CRUZ, Norval Batista. Consciência corporal e ancestralidade africana – Fortaleza: Edições Demócrito Rocha, 2011. O livro visa captar como pessoas do povo de terreiros concebem a relação entre consciência corporal e ancestralidade africana. Norval Cruz identifica-se como pesquisador, negro, homem, atleta, naturista e baiano e é nessa configuração identitária, que ele entrelaça a pesquisa com um pouco de biografia. Cruz diz que passou a questionar a consciência corporal e ancestralidade africana aos 21 anos de idade, quando teve contato com o atletismo. Chegou a ser campeão baiano de corridas de rua. Influenciado pelo título, ele informa que montou a primeira corrida de rua, entre os moradores da república onde morava e amigos íntimos. Por essa época, já questionava a forma de gerenciamento das provas de pedestrianismo e a influência do modelo militar nos referidos eventos. Segundo Norval Cruz os movimentos sociais, de forma geral, não estão se preocupando com o corpo, negam sua existência, não o colocam em movimento, não o percebem como canal de conhecimento, não conhecem a linguagem não-verbal, enfatizando por demais a racionalidade, enfim, não tem consciência corporal. Consciência corporal é reconhecer o corpo como centralidade para todas as suas ações no mundo. É transitar entre o pensar e o sentir, é perceber o corpo na relação íntima com a natureza. É ter autopercepção; reconhecer sinais do corpo, a linguagem do corpo, o que ele fala. O pesquisador baiano observou a ausência de conteúdos de ancestralidade africana, nas práticas e nas referências teóricas dos movimentos sociais, inclusive, às vezes, daqueles que pretendem relacionar-se com a cultura negra nos seus aspectos sociopolíticos – movimento negro, grupos de dança afro, terreiros, associações. Norval Cruz relata o caso de um evento científico de entidade negras em 2004. Em que foi convidado para aplicar uma técnica de percepção de flexibilidade. Lá ele constatou entre os participantes que a maioria dos corpos estava rígida e tensa, caracterizando a dicotomia mente-corpo. O pesquisador baiano notou que apesar dos terreiros de candomblé, em princípio, estarem mais conectados com a cultura de matriz africana, nem sempre se encontra uma prática de consciência corporal associada à ancestralidade africana. Ele informa que no seu trabalho de terapeuta corporal já recebeu um pai de santo que apresentava rigidez generalizada e dependência química. Norval Cruz faz uma recuperação histórica sobre as origens filosóficas da negação do corpo. Voltando à era pré-socrática com Parmênides e Heráclito, no século V a C. À época, existia um confronto de ideais entre, por um lado, a visão mais fixa de Parmênides que defendia uma realidade imóvel, eterna, imutável, sem princípio, nem fim, contínua e indivisível e de outro lado, a de Heráclito que afirmava que todas as coisas estão em fluxo, sintetizando seu pensamento na célebre frase: “Não podemos banhar-nos duas vezes no mesmo rio, porque o rio não é mais o mesmo, e nós também não somos mais os mesmos”. A tendência que vigorou e ainda prevalece foi a de Parmênides. No período clássico, Platão reforça a tendência parmêndiniana dando ênfase ao inteligível em detrimento do sensível. Essas ideias platônicas vem de outro mundo, não sensível, sem olfato, sem audição, sem emoção, transcendente. Na Idade Média, Santo Agostinho reforça a racionalidade trazendo aspectos fundamentais sobre a relação entre teologia e filosofia neoplatônica transcendente, focando a mente humana, mutável e falível, trazendo uma grande pergunta: como atingir uma verdade eterna com certeza infalível? No século XVII, Descartes traz a superioridade racionalista e a dicotomia mente/corpo com a frase: “Eu penso, logo existo.” Ele comparava o homem a uma máquina (o relógio), cheio de engrenagens. Apesar da força do racionalismo cartesiano, alguns pensadores pós-cartesianos, como Spinoza, se mostraram mais abertos para outras dimensões dissertando sobre emoções humanas e unificando ética, metafísica e epistemologia. A partir de meados do século XVII, a ciência, influenciada pela visão dicotômica-cartesiana do homem-máquina, dividiu-se em especialidades. Essa forma de divisão foi estendida ao corpo, surgindo a pergunta: como adestrar esse homem-máquina ao nível da mecânica dos movimentos, gestos, atitude, rapidez e no nível do controle? O pesquisador naturista respaldado em Nilma Gomes fala dos sinais diacríticos do corpo negro (nariz, boca, cor da pele e tipo de cabelo) contrapostos ao corpo branco e que muitos pensadores brasileiros, amparados em teorias racistas de filósofos europeus, contribuíram para a imagem do negro como preguiçoso, feio e incapaz. O livro de Norval Cruz é relevante por combater a invisibilidade do negro no Estado do Ceará, onde o discurso oficial diz que “Não há negros no Ceará”, apesar da existência de mais de 60 quilombos. O livro contribui para refletir sobre o aumento das patologias da modernidade (cardiopatias, obesidade, sedentarismo, rigidez e estresse generalizado) nos corpos dos participantes dos movimentos sociais. A noção de ‘arkhé’ resgatada por Sodré serve para caracterizar as culturas que, tais como a negra, se fundam na vivência e no reconhecimento da ancestralidade africana. As culturas de ‘arkhé’ cultuam a Origem, não como um simples início histórico, mas como o “eterno impulso inaugural da força de continuidade do grupo”. A ‘arkhé’ admite conviver com várias temporalidades, mas não promove “a mudança acelerada de estado” como quer a Modernidade. A ancestralidade assenta-se na terra-mãe: “o que dá identidade a um grupo são as marcas que ele imprime na terra, nas árvores, nos rios”. Ou no caso dos negros da diáspora, em espaços de culto como os terreiros que se tornam depositários dos símbolos da Origem mítica. Como os negros escravizados no Brasil se viram em relação à ancestralidade? Ante o esfacelamento dos laços familiares e da desterritorialização forçosa, eles recriaram uma linhagem para a transmissão e preservação de sua comunidade. Tal linhagem foi providenciada, sobretudo, pelo terreiro de candomblé, enquanto espaço ritualístico de recomposição e reelaboração dos elos fragmentados pela sociedade que destinava o negro, quer seja ao lugar de subserviência, quer seja ao não lugar (sem direito a terra, e na pós-abolição também excluído da moradia e do emprego pela preferência dada ao imigrante europeu). Norval Cruz utiliza-se do método sociopóetico criado por Jacques Gauthier. Jacques Gauthier criou um método após suas experiências de vida, particularmente na Nova Caledônia no Pacífico, e no Brasil. A espiritualidade dos Kanak, povo indígena da Nova Caledônia e suas escolas comunitárias vinculadas à educação popular, que integram os saberes ancestrais com os conhecimentos científicos, na sua luta pela independência do colonialismo francês, foi uma primeira influência importante de interculturalidade. A socioppética gauthieriana respalda-se na interseção do círculo de cultura freireano, da pesquisa-ação de René Barbier e seu propósito de escuta sensível e da esquizo-análise deleuziana questionadora de processos de homogeneização e padronização da modernidade. Se o leitor me permite, agora eu vou compartilhar o que a temática do livro de Norval Cruz suscita em mim e terei que apelar para minha biografia. Eu tenho 42 anos, sou obeso e pratico pouco esporte (caminhadas e alongamentos). Às vezes que fui para o assentamento de trabalhadores rurais Mandu-Ladino em Pentecostes, senti dificuldade de me integrar nas atividades dos agricultores meus amigos. Eles tinham toda uma flexibilidade de se abaixar e roçar um mato ou de sentar no chão e ficar horas mexendo numas mudas de plantas nuns saquinhos plásticos que a mim me parecia uma tortura. Dessas atividades eu saía exausto. Ou seja, sou muito cerebral. Tenho dificuldades até de chorar. E é porque eu lido com poesia.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

O NEGRO COMO SOLDADO DO TRABALHO

Este estudo é uma resenha crítica da obra BASTIDE, Roger; FERNANDES, Florestan. Brancos e negros em São Paulo: Ensaio sociológico sobre aspectos da formação, manifestações atuais e efeitos do preconceito de cor na sociedade paulistana - 4ª edição revista - São Paulo : Global, 2008; O livro surgiu como resultado de uma pesquisa encomendada pela UNESCO após a 2ª Guerra Mundial sobre as relações raciais no Brasil. A pesquisa originalmente foi feita em Recife, Salvador, Rio de Janeiro e São Paulo. O livro compreende a parte paulistana da pesquisa. No capítulo 1 DO ESCRAVA AO CIDADÃO e no Capítulo 2 COR E ESTRUTURA SOCIAL EM MUDANÇA, o sociólogo paulista Florestan Fernandes faz uma recuperação histórica fartamente documentada do negro na capitania de São Paulo no chamado Brasil colônia. Fala da escravização de indígenas e da escravização de negros africanos e o papel dos bandeirantes paulistas. Nos capítulos assinados pelo sociólogo francês Roger Bastide, o francês chega no século XX e faz uma análise de fenõmenos sociais como a FRENTE NEGRA BRASILEIRA, criada em 1931 e dissolvida em 1937 pela Ditadura Vargas. Segundo ele, este partido negro lutou por uma integração social e econômica dos negros brasileiros à sociedade dos homens brancos asssimilando-lhes seus valores morais e ideológicos. Não é à toa que um dos dois fundadores deste partido, reivindicava-se simpatizante da chamada ética do trabalho dos governos totalitários fascistas. Ou seja, ao negro decente e trabalhador: tudo. Ao negro vagabundo e cachaceiro: nada. Nos capítulos finais do livro assinados por Florestan Fernandes, o sociólogo paulista aprofunda a reflexão sobre a FRENTE NEGRA BRASILEIRA e tece comentários sobre a Lei Afonso Arinos. Para Fernandes, o Partido da FRENTE NEGRA BRASILEIRA conseguiu inserir-se até no cotidiano das patroas brancas ao contratem domésticas negras, pois nesse momento aquelas perguntavam as moças negras se elas eram da Frente Negra, tida como garantia de uma mão-de-bora diligente, eficiente e honesta. Florestan Fernandes vê nas entrelinhas dos manifestos e jornais da FRENTE NEGRA BRASILEIRA, traços da ética do trabalho e da visão do negro como soldado do trabalho do fascismo de Mussolini.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Idi ti alawodudu rites ni Brazil duro didaṣe Muthemba?

Apa awọn ni ero lati ṣe kan itan iwadi ti awọn akoko awon Bantu asa ti Muthemba ko to gun nṣe ni Brazil nipa pese kan gbogbo ilana ti acculturation ti dudu eniyan, eyi ti yorisi ni ise ti fomi bi Umbanda. Iwadi yi je lakoko kan lominu ni asoyepo pẹlu orisirisi litireso orisun, sugbon paapa ni Africa ise ti Geoffrey Parrinder ati awọn dokita iwe lori eko Umbanda - Awọn "giga eeyan" ati awọn deities / enia mimọ: a iwadi ti phenomenology ti umbandístico syncretism ni irisi awọn Catholic imq valdeli Carvalho da Costa (London: Loyola itọsọna, 1983). Sugbon bi ni 2011 ní wiwọle si ọmọ ile-iwe article Wilson Barbosa Nascimento, ni mo jẹwọ pe mo ti yoo ni lati ṣe ayẹwo, bayi ni 2013, ohun ti Mo ro pe ti diẹ ninu awọn ariyanjiyan ti yi esee akọkọ ṣe ni 2002. MACUMBA TABI NBANDLA? Awọn Bantu ọrọ tabi `nbantu" `Nbandla" túmọ sí ni akọkọ itumo "awọn Atijọ ìjọ." Yi sepo tabi agbalagba ijọ esan si mu yi gbangba orukọ, ni miiran iru awujo ti, lati pàla, tabi ko lati wa ni dapo pelu miiran sepo, yi bẹẹni, dajudaju, "kékeré". O le wa ni ṣebi awọn oniwe-adherents ki fixated ni ayo ati esan wà lati fihan kan ìyí ti nw, pato lati pe tabi awon àbúrò ep. Lori akoko, sibẹsibẹ, yi oro wole lati Africa ati asa `Nbantu ti wọn importers, yoo bajẹ designate nkankan gan o yatọ lati pe atilẹba ti nw ti awọn titun ti a ti pinnu. Ìbí Wilson Barbosa Idakeji si ohun ti mo ti kó ati ki o kowe da lori 2002 iwe itan, awọn dudu akoitan Ìbí Wilson Barbosa lọ pada si ohun agbalagba Umbanda Oti. Lakoko Mo ro ni Umbanda wá lati kan aiduro egbeokunkun ti a npe ni Macumba awọn tete ifoya. Ṣugbọn awọn dudu olukọ lọ pada si awọn origins ti awọn ọgọrun ọdun, nigbati awọn iṣẹ ní ti ao orukọ ti nbandla (orisirisi lati 1850 si 1913.) Ati ona ti won yoo se apejuwe pe ÀWỌN egbeokunkun NBANDLA alakoso? Ni awọn years (18) 40 ati (18) 50 wà ibakan itọkasi ni awọn iwe iroyin ti Rio de asehan ati São Paulo, dudu ipade (dudu awọn orukọ ki o si), pẹlu kedere idi ti didaṣe esin. Iru ipade nigba ti se awari tabi royin, won ni tituka ẹṣin ká ẹsẹ tabi awọn ọpọlọ ti oôloôpaa batons, ati awọn wọn gbà awọn oṣiṣẹ, mu nigba ti logravam ko sa fun. Lati awọn years (18) 50, nibẹ ni a ko Iyapa bi "pagodas", nigbagbogbo run ni meji idile, awọn Candombe tabi Candomblé ati awọn Macumba tabi Imbanda. O han, nitorina, fun igba akọkọ (1853) ni `Nbandla Bantu bi ohun ominira ti eka ti esin tabi" cults "Afirika ti-Brazilians. p. 8 ATI OHUN itọju olopa lati egbeokunkun paraphernalia? Bi fun awọn orukọ ti "pagodas" a fi nipa ij nipasẹ olopa, awọn emvirtude dara si ati ki o idiju ohun kikọ silẹ ti rituals ati Ijosin alievidenciados ohun èlò. Awọn ohun ti won gbà ki o si nibẹ nwọn si run. "(Barbosa Nascimento Wilson, 2008) Kí ni SISỌ ITAN? Gege isorosi adape ti atijọ ti awọn oṣiṣẹ, o jẹ ṣee ṣe lati reconstruct nkankan - sugbon ko ti to - awọn iyato laarin awọn "igbohunsafefe" tẹlẹ ni Afirika ti Brazil-esin lẹhinna. Awọn àrà ti esin awọn ile ni akoko 1780-1850 won mo lati wa onílọọpo mẹta: (a) ohun onile o tọ akoso nipa awòn olugbe ni akoko dispersed ni Brazil igbo; (B) a European ti o tọ akoso ni etikun abule ati awọn kan diẹ miiran asa iÿë ati / tabi itumo si onile ati ki o iyipada sinu ilu, ilu ati awọn iṣẹ apinfunni ati / tabi settler oko; ati (c) Afirika ti-onile ti o tọ, eyi ti o wa ni ayika ipade laarin Afirika ati onile ẹrú laala, ni olugbe ti oko sá loke ilẹ, ati bẹbẹ lọ Kọọkan ti awọn wọnyi mẹta àrà pese kan ipilẹ ayika fun idagbasoke ti igbagbo ati esin ti kọọkan ẹgbẹ gẹgẹ bi wọn etnocultura, o fun yonuso mejeeji syncretic irú ti bi awọn ti ju ki o si compartimentado.p iru. 8 (Barbosa, 2008) KÍN wà NBANDLA ATI ARA lojo-dapo-asa? Awọn `Nbandla je bayi a awujo alagbaro ti pataki ni séculoXIX ipo, nitori awọn ti o tobi nọmba ti irinše ti Nbantu eniyan, ti sociocultural otito ki o si parada agbegbe Brazil olugbe. Pẹlu iyi si yonuso si miiran esin, lowo iparun ti iṣẹ ati rituai eroja ti wa ni eliminated ni seese ti reconstitution ti asa ọna ya. O ti wa ni mo lati awọn ere laarin o yatọ si asa, awọn ibakan paṣipaarọ pẹlu Africa ati Europe, awọn sanlalu ajosepo pẹlu ẹsin, awọn Ciganaria, etc. Sibẹsibẹ, nibẹ wà nikan itan, ọrọ ati awọn songs ti o timelessly han iru ajosepo. Gege sanlalu ipohunpo ni awujo ti awọn obi mimo-odun (19) 50, julọ mọ songs ati ki o si compendiados kò de ọdọ a ọgọrun years (1860-1950). p. 9 (Barbosa, 2008) Pẹlu ẹniti WA Awọn ojulowo ati ki o intangible iní OF NBANDLA? Awọn songs (tabi "ojuami") bi daradara han a tio tutunini apa kariaye-eya esin ajosepo, ti won yoo nilo lati wa ni daradara dated - ni o kere - kan itoju ti ayẹwo mimọ statuary lori awọn iran. Nitorina, loni - ohun ti kekere ti wa ni osi ninu awọn ọwọ ti awon olopa. Nitorina, o di gidigidi soro lati gba awọn definition ti kan pato ibi ti idamo esin, pẹlu ẹya deedee yii ti awọn ipa ti o ṣee ė tabi meteta idamo, ni išaaju itan ifarahan (ti igbalode ni igba). Awọn multiplicity ti ipa lati mu o ti wa ni ti ipilẹṣẹ nipa ti ni kan awujo ibi ti urbanization yẹ ki o tun beere ọpọ awọn anfani fun esin transformation ni étnicossociais àrà então.p.9 (Barbosa, 2008) BÍ TO fun NAA idanimọ ohun ini Candomblé, IN MACUMBA ATI NBANBLA? Awọn àwárí tabi ijusile ti asa idamo fi soke nipa ti ṣe si aarin ninu awọn esin idagbasoke anfani. O ṣeun si awọn dainamiki ti a ologbele-amunisin awujọ ni ibajẹ, iru esin anfani ti so lati anfani fun awujo arinbo, gidi tabi riro. Bayi, awọn eka ẹmí ogun ayika ni kọọkan ninu awọn ẹka akoso awọn Afirika ti - Brazil esin ko le bayi ti wa ni pada tabi detalhado.Cada afrorreligiosidade ni ibi, (1) ni Candomblé, awọn (2) Macumba ati (3) `Nbandla ti tẹdo etnicossociais aami fẹlẹfẹlẹ ti awọn colonizer ká ojuami ti wo, sugbon ti wa ni ti ya sọtọ awọn oludije, lati ojuami ti wo ti awon lawujọ ti jẹ gaba lori. Lakoko ti o ti iru Afirika ti Brazil-esin ti ni ominira o gbogbo eniyan, laimu wọn yatọ si understandings ti awọn ìyí ti normalization ti ajosepo etnicossociais ati awọn ìyí ti iwontunwonsi ninu ara ẹni aye. Yi ilana ti yiyatọ ti awọn esi ti o ti ni gidi aye ti a kosile bi kan Àpẹẹrẹ ti Ami sokesile ti awọn ẹka, awọn ile isin oriṣa ati awọn olori elesin wọn. Awọn esin ile lọ sinu sile, farasin wọn oke irawọ; awọn miran se ko; awọn miiran ti yoo tẹle tabi desacompanhavam jinde ati awọn sile ti rẹ ti eka, bbl "p. 9 (Barbosa, 2008) BÍ TO ifihan religiosity awon Bantu? Awọn kan pato abuda kan ti Bantu esin, aye jẹ kan ajifitafita lodi si meji tabi mẹrin underworlds. Tabi dipo, nibẹ ni o wa mẹrin yeyin, interconnected ni ona ti ti awọn mẹrin agbegbe ti ina Swedenborg: (1) "aiye yi"; (2) ni "miiran tókàn ayé"; (3) ni "miiran ayé kuro"; ati (4) ni "miiran aye jade ti ohunkohun." Awọn ajosepo ti arinrin eniyan ati idile wọn gba pẹlú pẹlu (a) won isale tabi sunmọ awọn baba (awọn obi, obi, ati bẹbẹ lọ) ati (b) pẹlu awọn baba ti baba wọn (obi mon, mon mon mon, ati bẹbẹ lọ ). Julọ ti wa disagreements jẹ bẹ ninu awọn ti ajosepo ti awọn mejeeji yeyin, ie, (1) aiye yi; ati (2) awọn miiran tókàn aye. Dajudaju ti o le fun jinle ibasepo ati diẹ idiju, pẹlu awọn solusan soke jade ninu arọwọto. Sibẹsibẹ, julọ ti awọn ibasepo laarin awọn wọnyi meji yeyin ni ninu ni ibẹrẹ orun. Bayi, awọn Bantu alufa intervention agbara wa da ni simplifying rẹ iwe. O mediates laarin awọn wọpọ eniyan ati awọn baba wọn, wá ọnà láti "pave awọn ọna" fun awọn Iro rẹ ki o si itọkasi ipa-. Awọn sokoto, awọn nijanga, awọn sangoma, ati bẹbẹ lọ, le jẹ ni kan kere lagbara ipele ti ibeere irubo Bantu, o ṣeun si oniruuru ti o. Tabi, ti o ba ti ayidayida beere iru alufa le di pupọ eka eniyan, ki o si oselu tabi ìtàn òjíṣẹ. Ni ọjọ-si-ọjọ awujo aini canvass tobi pupo ti o niyi lati mu pada dọgbadọgba, boya egbe ni kọọkan. Koju kekere odi okunagbara, awọn ikojọpọ ti eyi ti yoo ṣọ lati ya lulẹ ni arin. Awọn yiya ogbon ti won awujo nipa ṣe àtakò ologun ti wa ni daradara san owo ati ki o dojuko pẹlu neutralization tabi ifilo ipalara ologun. p. 10 (Barbosa, 2008) NIGBATI Kardecism Tẹ nmu? Lati mi iyalenu ni historiographical awọn orisun Barbosa Nascimento Wilson yato lati historiographical awọn orisun ti awọn Catholic theologian ti a wíwádìí tán ni 2002 (valdeli Carvalho Costa, 1983). Nigba ti Costa ti wa ni Líla pẹlu Kardecism ni ifoya pẹlu awọn Belle époque Rio, Barbosa, tan pada ni akoko, diẹ ninu gbọgán: Agbegbe awọn Paraguayan Ogun (1860-1880), awọn `Nbandla a ti strongly agbara kikan ni Kardecism, laipe muse ni Brazil ati ki o lagbara ki o si awọn balogun ọrún, yinbon ati ọgagun. Awọn `Nbandla ati ki o jẹ tẹlẹ ni akoko mọ bi Umbanda (a ibaje ti ipilẹṣẹ nipa pronunciation), ni Rio de asehan ní kanna wiwọle si Catholic ijo ibi ti ogidi awọn enia ti o ni won fi ranṣẹ si awọn" iwaju "Paraguayan. O ti a ki o si ko apapo ti awọn awọ ti awọn African orilẹ-ède, ni awọn wun ti Catholic mimo ti o yẹ ki o ojurere si bẹrẹtàbí tabi gba nipa Umbanda. p. 10-11 BÍ IT ni A itan aye atijọ TI KEJE ILA? Awọn collective iṣẹ rọpo awọn ti tele wọpọ kẹkẹ delirium ti Bantu abule ni Africa (sí Yinga). Nibẹ ni le wa ni reworked kọrin songs lati han ni titun awujo, dajudaju arabara ti awọn ibatan ati aimọ consanguinity. Awọn baba won invoked ni ibamu si titun kan diẹ okeerẹ Awọn isẹ, yi nipa awọn alufa lati bo kan diẹ áljẹbrà aaki ajosepo pẹlu awọn olooot. Ni yi ori, ọkan le mo daju kan naficula ti (2) miran aye tókàn si (3) miiran jina aye. Awọn ye lati generalize kinship ajosepo fun gbogbo Bantu ati ti kii-Bantu bayi (ki o si) desaldeiados yori si awọn itan aye atijọ ti awọn meje Laini, ti awọn awọ ṣafikun o yatọ si ile Afirika asa ati yiyan. Je ki titun geopolitical logalomomoise ti ẹmí aye, npeki si olugbe agbeka nitori ogun, awọn padasehin ti ifi si ilu eto ati ilosiwaju. NIGBATI ATI IDI ati orun KẸRIN awon Bantu TI ni iwonyi? Individual akoko dinku ni ìgbésẹ eroja ati awọn dramatization ti collective ìjọsìn, ran lati bojuto awọn ibaraẹnisọrọ iṣẹ ti ibile Bantu. Awọn ibaraenisepo laarin awọn alufa ati awọn olùkànsí Eleto lati da awọn isoro ti o npọn kẹhin rituals ki o si fi idi ilana anfani lati expel ti emi o dọti. Jije expelidores rituals (a) ìwẹnumọ ati (b) ti isodi, awọn alaisan fere nigbagbogbo jibiti awọn oniwe-julọ iwontunwonsi sawujo ni awujo ayika lati eyi ti o iṣe, ṣiṣe awọn soke titun "akoko" ti onínọmbà ati kolaginni -intuitiva nigbati o nṣe resistance tabi afikun ìṣòro. Awọn rituals wá concurrence ti awọn "mẹrin yeyin." Pẹlu awọn mimu iyipada ti Inbandla ni Umbanda, awọn simplifying ise ti nifẹ lati converge pẹlu Kardecism ati awọn wáà ti ilu modernization, pẹlu awọn isejade ti isalẹ gongas ati Nitori naa siwaju sii 'ọlaju'. NIGBATI WA IN si nmu The KINBANDLA ATI IDI? Sibẹsibẹ, Kamba, adura, tesiwaju lati oninira awọn songs ati awọn baticuns gbólóhùn ati awọn Iro ti popo, pẹlu kan dagba ipa fun awọn imo han tabi ara-han. Awọn atunṣeto ti kinship lati kanṣoṣo koodu, adugbo ati ise ti a beere a dagba intervention ti oro ibi ati áljẹbrà omo ologun, (3) miiran jina aye. Ipalara awọn iṣẹ padanu ti Elo ibi ni iye ti awọn oniwe-epe, bi ni irubo complexity. Mu soke ni ranṣẹ si gbogbo awọn miiran "iye", eyi ti o wà ni Kibandla (Quibanda), lati eyi ti o ti yoo fi ohun "buburu ipa," ibamu pẹlu awọn Afirika ti-dudu gbogbogbo religiosity. Eleyi pipin tan imọlẹ, ni o daju, awọn ilana ti Ijakadi laarin (1) aláwòṣe itesi si funfun gaba lelori ati (2) awọn ti gbeja purists itesi ti o tobi ti ipin ti dudu asa (1880-1920). Ni yi ori, awọn wọnyi ayipada wà ko ko awon ti sẹlẹ ni ni Candomblé akoko kanna ati ki o han mejeeji titun aini ti o ìyọnu awọn dudu olugbe, pẹlu nyara alainiṣẹ ati awọn influx ti a lowo funfun Iṣilọ ni orile-ede. Awọn Ibiyi ti Umbanda (1913-1960). Umbanda blackened. OHUN TÍ O BA lojo TI alabọde FUN Zelio fernandino EMBRAQUECIMENTO? A pataki Titan ojuami ni awọn ilana lati "ṣe funfun" Umbanda mu ibi pẹlu awọn iriri jẹmọ si ayalu ti Caboclo Meje Ikorita, ni ki Kardecist alabọde Zélio Fernandina (15 November 1908), eyi ti yoo ja si a mimu atunṣeto ti Inbandla bi Umbanda White Line, ti o jẹ, bi a ti eka increasingly desafricanizado ti esin labẹ awọn ipa ti awọn ọmọ-ẹhin ti Allan Kardec. Awọn White Line Umbanda yoo wa ni ti eleto ni akoko 1913 (pẹlu kan ọkọ ti marun omo egbe, larin awọn ẹniti nibẹ ni yio jẹ kan Catholic alufa) si 1930, pẹlu awọn Ibiyi ti ilu ep irọ ni lapapọ nipa meta ọgọrun agọ, ni Rio de asehan, mina Gerais, Espírito Santo ati São Paulo, ni kutukutu yi ipele. Lẹyìn náà, awọn ronu yoo tan jakejado Brazil. Meji wà ni ti iwa awọn ẹya ara ẹrọ ti yi titun Umbanda, ti a tọka si bi nìkan Umbanda: (1) ni Kardecist kika bi hegemonic o daju, pẹlu awọn itoju ti diẹ ninu awọn ciganaria eroja ati awọn mẹta ila; ati (2) imukuro tabi idinku ti Jurema ni ritualistic. Ni awọn titun ìsìn logalomomoise, awọn alufa maa padanu awọn oniwe-oṣó majemu (impregnating agbara) ati ki o yoo advance bi hieródulo (ẹṣin-de-santo ati alabọde) .The ile Afirika awọn orukọ si alufa nu ipa, agbara, ati bayi mọ. Oro ti "baba-ti-mimo" tabi "iya-ti-mimo" wá lati ropo African Awọn isẹ. Awọn "meta miiran yeyin" tun mọ, dinku lọ si ipinnu lati "miiran ayé" ti iṣọkan laarin awọn Kardecist bošewa. Awọn African atọwọdọwọ ti alufaa Ibiyi nipa ibanisọrọ ati daakọ a rọpo nipa ikẹkọ nikan ritualistic ki o si atilẹyin bookish. Ajosepo pẹlu awọn Catholic Ìjọ a lágbára ni igberiko ipele, igba seko awọn agbegbe egbeokunkun ti a afikun, Catholic ise, ti ki-ti a npe ni gbajumo Catholicism. OHUN o tumo si wipe ILA KẸTA o tọ? Awọn mẹta Laini ni idagbasoke kan ti o yatọ liturgy, ibi ti egbegberun ti oro ibi ("ọpọlọpọ") ri ara wọn dinku to atijọ Black okunrin, Mestizos ati Exus. Nipasẹ wọnyi mẹta awọn ikanni, awọn reformed Umbanda so anfani lati wọle si gbogbo awọn ti awọn ti isaaju naa oro ibi ti aiye Ẹmí Afro-onile. O ti wa ni wipe idasi ni Inbandla, ní: Itoju ti o baamu nọmba 1 Awọn Ibiyi ni agbara; awọn atilẹba idapọ 7 ila ti oro ibi; awọn ipilẹ oro ibi 49 Awọn idile ti awọn ipilẹ oro ibi 343 Awọn nọmba ti Atẹle oro ibi 2401 "ọpọlọpọ"; awọn manifestations ti awọn ti ari oro ibi 5764801 "Awọn immeasurable"; gbogbo awọn baba Awọn nkan lilo IN PSYCHOACTIVE NBANBLA LATI FI AGBARA ibaṣepọ Ni olopa igbasilẹ ti 1850-1940 jẹ wọpọ lati mọ daju awọn iroyin ti imuni ti awọn eniyan sailors ati awọn sailors ti o ti gbe pẹlu awọn ipele "Flower jurema" ati taba, nigbagbogbo mu ni titobi nla fun iru "Ole" lati Ariwa to awọn ìgberiko tabi ipinle ti South tabi Guusu. Awon olopa mọ pe julọ ti awọn wọnyi "de" wà fun awọn agbara ti awọn ese bata meta-de-santo, awọn ila ti Inbandla ati Kibandla, ati awọn miiran apakan jó ita awọn rituals, awọn olugbe ti ariwa Oti ti osise, onile ayalu tabi maroon. Umbanda reformed ni akoko 1913-1960 wá o si gba, nitorina, yọ lati asa ati esin ise ti awọn wọnyi osise, characterized ni olopa igbasilẹ bi ọdaràn, addicts ati awọn ọdaràn. Lati laaye ara ti talakà ati traditionalists ti awọn olugbe, titun Umbanda federations tun isakoso lati sunmọ, fun awọn oniwe-image afọmọ, ki-ti a npe ni "arin kilasi" gba oselu oniduro, ati bẹbẹ lọ, pẹlu awọn idibo ti councilors ati MPS, wiwọle awọn eto redio, ati bẹbẹ lọ Awọn bleaching eto imulo je ere yi ikosile fọọmu ti "mulatto" rogues, a ara-ti iparun ronu laarin awọn dudu ibi-eya ti ya sọtọ ati ki o wá lati lo yi yiyatọ ("miscegenation") bi ohun kan funmi. Iru igbese ti a iranlọwọ ati ki o ni atilẹyin nipasẹ funfun gaba lelori, ni ila pẹlu awọn atijọ nwon.Mirza ti pin ati ofin. Abandonment TI Muthemba ATI awọn ilana ACCULTURATION Tun awọn ayeye ti Muthemba (u) ninu eyi ti awọn olùkànsí tabi ise ti a induced tabi "ya pada si" lati wọn atilẹba ilẹ, iyọrisi "rí" wọn abule tabi agbegbe tabi agbajọ ti African sọkalẹ, ri ara wọn mo pa ninu awọn titun Umbanda, si ailera ti hallucinogens ni lilo (siga, ọti, tele, bbl). Awọn wọnyi ni kekere-ite Organic oludoti kò isakoso lati gbe awọn ẹru plunge sipaki ni daku, eyi ti a ti tẹlẹ gba. Nitori naa, ni ipele ti eda eniyan ati emi itunu jẹ Elo kekere ati awọn esin ti nṣe kere lagbara lati repel awọn kolu aculturador miiran arojinle pupo. Pelu gbogbo: àdánù awọ ara Sibẹsibẹ, yi akọkọ Umbanda (1913-1960) reformed, bi o tilẹ ni opolopo şe, ti nigbagbogbo a ti lawujọ kà a "dudu esin." O legalized sunmọ funfun ati dudu, pẹlu ọpọlọpọ awọn funfun wipe o kopa talaka ati kekere lodo eko awon eniyan tẹlẹ ngbe ni dudu asa sokoto ati boya ti won nilo lati wa ni educated religiously bi dudu lati duro ißoro ninu aye won . Ni yi ori, o je ko Elo yatọ si lati awon ń sún mọlé, lãrin ilẹ Judia mọ, Ciganaria ati Afro-onile esin ti opin ti awọn amunisin akoko (1780-1830). Bi fun awon eniyan ti ga awujo lawujọ tabi ga lodo eko koni fun orisirisi idi si ti eleto Afirika ti Brazil-esin, nwọn si fẹ ki o si wa nibe lori awọn ala ti won awujo aworan, pese wọn pẹlu counterparts lati eyikeyi owo iranlowo, antirrepressivas tabi imulo. Bayi, o je ko ni rọọrun ṣee ṣe lati Umbanda kuro lati ara awọn aworan ti o kan nipa lilo a "ọlaju iboju" sile eyi ti yoo ti taku kanna awujo ati asa ise ti igbaradi ati / tabi iwa ti kọọkan tabi awujo ipalara. Awọn apa ti awọn aṣa tele awọn dudu esin asa ati awọn ti reformed Umbanda, ani jù wọn ila si fere folclorizar-tesiwaju ní ìlò inunibini si nipa ọdún (19) 60. KÍ WA TÍ iran osise IPINLE ni ibatan si awọn presiding TERREIRO? Awọn osise wo ti ipinle bi awọn olori ninu awọn agọ tabi ẹmí aarin (version "ọlaju" yi) je pe o je kan odaran, a smartass ati swindler. A olopa Oṣiṣẹ lailai yanilenu bi a mercantile aye a alufa ti Umbanda jibiti gba a guarantor lati yalo tabi ra kan jo mo tobi ile, ni ibi ti nwọn iba fi sori ẹrọ ni àgbàlá. Eleyi a ti igba ti ri bi diẹ ninu awọn fọọmu ti ilufin. Slum inu, isẹ awọn abáni, abele ati kekere-ipele abáni wà ni opolopo gbangba ti iru ẹmí awọn ile-iṣẹ. O yoo nitorina jẹ lati beere idi ti iru "ọdaràn" kò sise ni ara-anfani, sugbon si tun - ni itansan - ko dara. Awọn alinisoro idahun si ajinde ti awọn agọ tabi aarin ti a run ọpọlọpọ igba ni awọn ohun elo ti support ti awọn oniwe-onigbagbo ati ki o munadoko solidarity awon eniyan labẹ talaka awujo kilasi, sugbon ni ẹmí gbese si ti gba anfaani ti àgbàlá. Awọn federations ti Umbanda, awọn St. Jerome (Sp) Ajumọṣe, ati bẹbẹ lọ, ti nigbagbogbo ja lati sa fun awọn ti repressive ikolu, eyi ti a ti nikan gba ninu awọn years (19) 50 ati (19) 60, ni support ti awọn oselu ẹgbẹ wà ni agbara. Barbosa pese AN apẹẹrẹ TO se àpèjúwe bí AGBARA TI A iya-TI-MIMỌ Bi fun awọn otito agbara ti a iya-ti-mimo, sọ ohun isele ti mo ti nwon ninu mi ewe. Ọkan ninu awọn funfun ije, eyi ti bajẹ lọ àgbàlá ti a iya-ti-mimo ti Candomblé, rán fun u (!) Ninu ile rẹ (nipa 11 am ni owuro). Awọn iya-ti-mimo hàn nibẹ, wiwa awọn oselu tearful si wipe, mq lodi si awọn ijoko. Awọn kanna wi fun u pe nitori ti awọn pada ti Getúlio Vargas si agbara, awọn ẹkọ ti awọn oselu-ọgbọn designate lé ní miran yàn director, ti o ti fun u ninu awọn iranṣẹ pe awọn aṣẹ ti a ti wole nipasẹ awọn Aare ati ki o je nikan "gbẹ inki" lati wa ni atejade ni Ibùdó Gesetti awọn ọjọ kejì. Awọn iya-ti-mimo sọ fún un pe "o je ko ju pẹ" fun u lati pa awọn ise, sugbon lati ṣe ki o gbọdọ lọ lẹsẹkẹsẹ si rẹ Candomblé, nitori etutu (adura) jẹ ni okun sii ninu awọn PEGI (Pẹpẹ Candomblé). Àwọn aláìmoore ti wa ni lọ ki o si wa pẹlu awọn iya-ti-mimo. Lẹhin ti awọn ise ṣe, o si wi ó wà ile nitori gba foonu kan ipe. Awọn ipe ni a fun nipasẹ ẹnikan wakati nigbamii, siso wipe eto imulo ninu awọn iṣẹlẹ tesiwaju ninu ọfiisi ati ki o ti wa ni apẹrẹ fun awọn ti oku die kioto-yàn si miran iṣẹ, ipinnu nipa ti Aare ara Vargas. Yi gun tiransikiripiti ti ẹya apẹẹrẹ ti Barbosa ni lati fi eredi awọn ìyí ti entrainment ti funfun alagbara ọkunrin ni ojoojumọ aye ti African-orisun esin. Ni awọn igba miiran, Gigun ni ìyí ti àjọ-gbára bi ka awọn esun ajosepo ti Codó alufa ni Maranhão pẹlu awọn oligarchy ti Sarney. BÍ gbaradi ATI Solidarity LÁÀRIN gbà SOCORRENTES IN UMBANDA? Awọn Cabinda Baba àgbàlá ti Aruanda ni Street Matoso (RJ) je ibi kan ti ohun ijinlẹ, ti jẹ gaba lori nipa okos (ara bi ibi giga wọnni). Awọn pilẹ mọ ohun ti o jẹ. Eniyan ti o lọ (years (19) 50) "a Spiritualist àgọ" bi pe, nwọn yoo ni idi lati kẹdùn pẹlu rẹ jakejado aye re. Nibi ti gbọye ti awọn alase ṣaaju ki awọn gbalejo awon igbiyanju lati pa pe ati awọn miiran "macumbas". Mo ni ko si iyemeji wipe agbara ti reformed Umbanda wà tẹlẹ kekere ni akoko (1913-1960) ju miiran iwa ti dudu esin asa ti o bere o. Eleyi le ja si ni ye lati lo awọn ìtúwò ibi-ti awujo bi intercedente agbara Yaworan ibudo, eyi ti nbeere mimọ ikopa ti awujo omo egbe. Awọn agbara stems lati igbagbọ ati awọn igbagbọ nbeere complicity laarin socorrentes ati iranwo. Awọn gan ẹda ti reformed Umbanda, boya expresses awọn isonu ti Afirika ti synergy, ti agbalagba enia bi mi ranti ntẹriba ti ri ninu awọn oju ti alawodudu. Ohun African agbara loni le nikan ni a ti ri ninu diẹ ninu awọn agọ ni Africa ara. WHITE ILA dipo BLACK ILA Awọn 'White Line' daju ti o wa ninu a abuku lati se aseyori gbogbo awọn Afirika ti Brazil-pupo ti ko je iru kan ila. Esan, nwọn - awọn miiran - yoo ri ni awọn ofin ti awujo alagbaro rẹ sọtọ lati a ti ṣee ṣe 'Black Line' (nipa iyasoto ati àṣìṣe) yoo jasi jẹ ni adugbo ti "Black idán" ti awọn Ju ati awọn Gypsies. Ìyẹn ni pé, ohun esun ìmọ ilekun si apaadi eniyan alawo funfun. Awọn disqualification tun kọ awọn pataki fun Afirika ti-dudu esin ti iyipada ti se omo ologun, gbigba lati ṣakoso awọn odi okunagbara, ilodi si tabi litigants. Nibo ni o yẹ OFIN Umbanda: miran TABI INU YI WORLD? Awọn damming ti odi okunagbara ninu ara ti awọn ise, boya alufa tabi olùkànsí, jẹ orisun kan ti ini, jin distortions ati, ni igba pipẹ iparun. Bó tilẹ jẹ pé Umbanda tẹle "blackened" ó dabi enipe si gbagbe nipa ibere ti adoption'm eclectic mimo lateyin wa, pataki ni dudu orisun ti agbara rẹ. O jẹ otitọ wipe Afirika ti-dudu esin ni o wa lalailopinpin ìmúdàgba. Niwon o ṣiṣẹ ni lẹsẹkẹsẹ alãye ipo lati laja agbara iru esin ma ko prioritize ìfilọ metaphysically "miiran aye" ni "miiran ayé", ṣugbọn pluralizam ogun ti ayé yìí pẹlu awọn miiran. Ni yi ori, le iṣẹpo-dapo-oselu ajosepo ati ki o exert tobi pupo awujo agbara. Nibi ti nla complexity ti pataki dudu ọgbọn ti o ni Denimu mọ ni ohun ti jẹ ita fun titun ajọ Iwontunws.funfun, lai kíkọ aṣa ati rituals ti eya ara esin ara. BLACK-ATI atijọ Omokunrinmalu TABI tó yèkoro awon Bantu ti fomi Awọn ideality ti Denimu a nitootọ dabo ni ila pẹlu awọn atijọ Black, pẹlu Baba John, Joseph, Joaquim, Bento, Tiburcio, Aruanda ati ọpọlọpọ awọn miran. Ati Benta obi, Cabinda, Louise, Soke, Maria ati ọpọlọpọ awọn miran. Ni ila pẹlu awọn Mestizos, Ipuareí, Tabajara, Jua, Tacomé ati ọpọlọpọ diẹ, bi awọn Odomokunrinonimalu, n ṣalaye awọn ti ė majemu ti awọn onile lati soju ara ati ki o ašoju rẹ image ni ẹrú-capitalist awujo. O ti wa ni gidigidi soro lati mu setumo awọn aaye ti se ologun ni ipoduduro ninu o, (sic) nitori awọn ti ṣee ṣe pinpin nsoju ni julọ.Oniranran ti gun-igbi igbohunsafefe (Yaworan ti awọn "ẹmí" wọn) yato si lati sanlalu mode ti iru Bantu ti o ti wa ni ikure lati wa ni ti ari. Sibẹsibẹ, gbogbo esan ni ipoduduro awọn wakati meôrinlelogun ti awọn dudu ibi-bayi ni ese bata meta ti Umbanda. Sugbon ko gun ašoju wipe miiran ibi-nibẹ tẹlẹ yoo ko lọ, ati pe ti nmulẹ ni Candomblé, awọn "Quimbanda" lori "Macumba", ati bẹbẹ lọ Nitorina, yi White Line Umbanda ni a daju "dudu" urbanization ti awujo, pelu awọn oniwe-bleaching ilana ati awọn ọna ti o yoo gba ni tetele alakoso (1960-1990). OHUN ti sọnu ATI NKAN TI A gba Awọn generational yipada laarin awọn ese bata meta ati awọn succession ti awọn oniwe-olori tun ṣe wọn olufaragba, bi awọn itoju ati ilosiwaju rituals, inudidun ati oro ibi, ati iyanu sii lakọkọ ati itoju. Diẹ ninu awọn ti lọ ati diẹ ninu awọn dé. Awọn tobi pupo ominira wipe áljẹbrà agbese ti atọwọdọwọ yoo fun awọn ti Afirika ti Brazil-esin olori le pari ni kiakia countless ise ati ki o fi idi miiran ni papa ti a nikan iran. Ni "kofi kekere yara" ti awọn federations ti Umbanda, nigbati awọn "titun" wà ko bayi, a dé láti sọrọ ti "commercialism" ati "ọtẹ" fun awọn years (19) 80. Laiseaniani, awọn ọna ti o predominated ninu awọn 1960-1990 alakoso, biotilejepe ni aṣẹ nipasẹ awọn dagba ipa ti Ifihan ninu awọn canons ti Umbanda, nwọn kò le pade awọn iyokù ti awọn atọwọdọwọ ti "atunṣe ti marun" (1913). MEJI ATI A dictatorships UMBANDA Wé awọn dictatorships ti (1) 1930-1945 ati (2) 1964-1985, awọn keji han Elo attendee ti awọn ese bata meta, fun itunu, iwosan ati awọn ibo, ju akọkọ. Ni yi ori, awọn ikolu ti folclorizadoras ologun ni lati wa ni ro diẹ ninu awọn keji nla, nitori awọn olori ti àgbàlá igba lero ye lati baramu o ti ṣe yẹ ohn ti awọn oniwe-julọ lagbara ati ki o pataki alamọran. Ni idi eyi, awọn julọ olokiki ati ki o richest terraces ni o wa awon ti o dara ju afihan awọn eta'nu ti awujo. Awọn UMBANDA whitened (1960 - 1990) Umbanda igbehin ipele ri ara kere ati ki o kere dudu, awọn ile Afirika ori ti oro, biotilejepe pada lati dravidi asa bi a lodo ano, lai tẹlọrun ati India irubo pupo lati boju-boju Afirika ti-Brazil ati Kardecists ise. Awọn be ti rituals ri ara bayi gíga títúnṣe. Awọn onisegun ati awọn woli fere mọ, pẹlu rẹ divinations, awọn ifiranṣẹ ati ki o ibile ile elegbogi. Awọn asa ti koja wà pẹlu awọn iwẹ-ti-eweko ati fomula ti mourners. Jin fojusi ati intellectualization ti awọn olori ti àgbàlá ti o characterized ni inductive Bantu ọna yoo bajẹ rarificar yi ipele. Eleyi lodo wa pẹlu awọn mimu disappearance ti awọn dudu etnocultura ati awọn itankalẹ ti awọn alabọde ni ibi ti mamudongo ati cambono ni ibi ti inhaúti. Àgbàlá tesiwaju ohun agbedemeji agbegbe ibi ti ṣe àtakò omo ologun, sugbon nibẹ ni a gegebi ori ni igba lati lọ kuro ita awọn jinié oro ibi. Awọn impregnativa iṣẹ maa wa, bi o tilẹ rọ. O ti wa ni ṣi nibẹ lati niwa o yatọ si iwọn ti hypnosis, pẹlu ara-hypnosis. Awọn ẹmí oro ibi ni gbogbo jade ti aiye yi, yiyo iyato fun awon mẹta orun. O ti wa ni ko bi eri porting ti o koja tabi ti idan agbara, ko tẹtí sí ọrọ tabi gbólóhùn laarin ajọ baba ti bayi oro ibi. Awọn pharmacopoeia gba ododo ni lati wa ni diẹ ti iṣẹ-ṣiṣe ju impregnativa. Nibẹ ni, bi ṣaaju ki o to, a atunkọ ti ariran otitọ, biotilejepe ti isiyi asa idamo wa ni ko kedere Afro-Brazil IPÁ TI CIGANARIA Ati resize NAA FARMACOPEIA Ti wa ni lilo kere atijọ èlò ti ijosin, mejeeji drumming, ilu ati awọn chants bi kadza eroja. Eyi maa wa awọn lilo ti awọn irugbin, ariwo ati ki o wọpọ awọn ẹya geométricas.É ri awọn lilo ti ìwoṣẹ ati awọn miiran eroja ti ciganaria. Ibasepọ ti awọn ẹya OF UMBANDA EMBRAQUECIDA Awọn ibasepo ti support ti won ti wa ranking ni gbogbo ni yi ipele ita awọn kinship be. Awọn ìmúdàgba ano di Nhi iperegede Ifihan, pẹlu dosinni ti ese bata meta o nsoju ominira apostologização ati awọn ọjà ti a pataki-ṣiṣe lati ọkan itọsọna si lodidi ti o. Awọn Rand Afirika BLACK ATI ARA rekoja Bayi, biotilejepe nibẹ ni yi Umbanda a ogbon ati ki o kan wọpọ Oti, kọọkan ese bata meta ti ẹgbẹ dabi lati ya awọn oniwe-ara Kadara n ṣalaye kan jakejado ibiti o ti ipa ati iyato. Awọn Onibara Iṣẹ ń collectively ṣe awọn igba ati olukuluku ninu awọn ìbéèrè. Awọn manifestation ti odi lopo lopo si tun nibẹ lati wa ni reinterpreted, koni mejeeji (a) awọn normalization ti awujo ajosepo ninu eyi ti Umbanda whitened ni idagbasoke bi dabi lati se apejuwe ọkan (1) abandonment ti Afro-Brazil yii, Abajade ni (2) aṣamubadọgba si awujo afojusun lọwọlọwọ gaba lelori. Yi titun Umbanda kosile ẹya afojusona ti awujo arinbo ti eniyan alawo funfun ati talaka mestizos, ti a socialized ni afronegra ala ti Brazil awujọ ati kéèyàn - paapaa ni aiye yi - lati agbelebu awọn aala funfun ti o. Awọn ile ara wọn Umbanda kosile bayi won aini ti ikẹkọ lati se agbekale ohun ti iyasọtọ funfun culturality, awọn aini ti àmi, ati ede mythical gbigba wọn lati miiran kiikan, o lagbara, yi dipo lati ti wọn be lori agbegbe to wa nitosi omi fẹ. Awọn YI ibasepo "UMBANDA whitened" PẸLU awọn baba ATI gusu konu Sibẹsibẹ, lati kọ ara wọn Umbanda, mu o lati rẹ dudu awọn baba ni ona kan iru awujo eroja produced ohun pataki asa ohun elo, eyi ti o ti wá lati kun okan kan pato ibi lãrin awọn ti nṣiṣe lọwọ olugbe lori bẹ-ti a npe ni Southern Konu, expandindo- ti o ba ti Àla si Parakuye, Urugue ati Argentina. Ni yi ori, awọn iwọn ti yi New Umbanda wulẹ gidigidi bi ti Ciganaria ti 1750-1840. IDI mo ti tẹnumọ HISTORIOGRAPHY ATI KO ara Awọn RSS le ti woye wipe mo ti n bọ wá si opin ti igbeyewo. Awọn RSS gbọdọ ti rojọ nitori a ti afihan awọn iṣẹ ti dudu akoitan Barbosa Nascimento Wilson, si iparun ti awọn dubious itan ti awọn Catholic theologian. Tabi ki, jẹ ki ká wo bí valdeli Carvalho Costa awọn asọye Voodoo ati Bantu asa ninu re dokita iwe lori eko 1983: Awọn Macumba asiko yi je ritually ko dara ati ki o gidigidi sunmo si egbeokunkun be ti nṣe nipasẹ awọn Bantu eya ẹgbẹ ninu Africa. Okòwò wọn awọn okú ati awọn ẹya awọn baba, ti o dara tabi malevolent eeyan. Nwọn gbagbọ ninu awọn transmigration ti ọkàn eyi ti o ni Brazil, awọn ona ti Kardecist doctrine - ni totemism ati ni ti idan ise Barbosa Nascimento Wilson akoitan ti han wa wipe Bantu asa wà symbolically ọlọrọ, pẹlu awọn oniwe-ọna ti alaye ti otito, da lori "mẹrin yeyin". Ko transmigration ti awọn ọkàn ti Bantu sunmọ awọn Kardecism, sugbon, lori awọn ilodi si, ni Allan Kardec ti o ni a parapo indigestible: didakọ eroja ti Àkúdàáyá esin ti ile aye Earth pẹlu French Catholicism. Lara gbagbo awọn orisun kan ti a ti dudu akoitan ti o wà ni Africa ati ki o si ṣe iwadi lori awọn iranran ati ki o kan Catholic theologian ti o ti lo keji-ọwọ orisun, mo ti gba awọn dudu akoitan. Itumo oselu UMBANDA Umbanda emerged ni ibere lati standardize awọn Irubo ati awọn Afirika ti Brazil-ẹkọ, da awọn inventive ifarahan ti saintly baba ni wọn ese bata meta. Ti o ni, ti o ti Eleto ni Standardization ti Afirika ti-indígenana orun ti awọn iṣẹ afojusọna ti o dara aago lori wọn, sakoso wọn, sìn gẹgẹ bí ohun ore ti awọn Peoples kilasi ninu awọn ilana ti òpìtàn pe ni "Bella-époque". Bayi, Kardecism, Positivism awọn ọja ati, nigbamii, ti atilẹyin nipasẹ awọn awujo Darwinism yoo wa bi awọn alaihan apa ti agbara. Fun awọn Peoples kilasi ko nife nikan Titunto si ara ti ẹni-kọọkan nipasẹ oôloôpaa coercion, o tun fe lati jọba ọkàn, awọn ero nipasẹ awọn AMI ti coercion. Lakoko ti o ti diẹ Africanized awọn iṣẹ ti o farahan a irokeke ewu si ise kapitalisimu iye ni yoo lepa ati, nigbamii, ninu awọn oju ti wọn resistance, àjọ-ti yọ kuro. Nítorí ro ni Oti ti Umbanda, ni lati gbà a itan akoko ninu eyi ti awọn Peoples kilasi lo gbogbo imaginable oro (iwa ati / tabi AMI) lati se atẹle ati ki o ni awọn kan tobi dudu to poju, onile ati mestizo tí a bẹrẹ lati ṣẹda awọn fọọmu ti sociability patapata idakeji si awọn ru ti nla owo.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Guy Debord Ati The BLACK Africa

Yi ọrọ ti a wa lakoko ro lati wa ni ka ni Brazil ati ki a ṣe akọkọ ti ikede ni Portugal. Ṣugbọn nisisiyi Mo ti pinnu lati ṣe kan ti ikede fun Yoruba agbohunsoke. Yi esee awọn olugbagbọ pẹlu awọn ibasepọ laarin awọn alapon ati French filmmaker Guy Debord ati iha isale asale Sahara Africa. Mo mọ Mo n ka nipasẹ awọn dudu ronu ki o si rò pe fun Elo ti awọn Brazil dudu ronu: Guy Debord jẹ ẹya awamaridi. Mo ti sọ nibi ti dudu militants ti o ba ti a ti oṣiṣẹ nipasẹ awọn PDT, awọn PT ati awọn PCdoB lẹhin ti awọn ipe ijoba tiwantiwa (Marku Noble, 2013). Bayi, awọn dudu militants ni ayika awọn mẹta ti ẹni won akoso ni a bourgeois ati ki o reformist iriri, laarin awọn ifilelẹ lọ ti awọn bourgeois ijoba tiwantiwa ati capitalist, ifẹsẹmulẹ o. O ti a ko conjectured nipa wọnyi ẹni ati / tabi awọn agbeka run awọn olu, sugbon jà fun wọn Integration ni wọn ela, pẹlu Agbodo lodi si ẹlẹyamẹya, sugbon ko lodi si kapitalisimu. Eleyi ni a ro ti Elo ti yi iran ti emerged ni ayẹyẹ ti awọn centenary ti abolition ti oko ẹrú ni 1988, Mo n nibi ni lenu wo boya ohun illustrious aimọ: Guy Debord. Yi esee ba wa ni lati ṣọra kika ti awọn iwe show awujọ ni awọn oniwe-Brazil translation by Estela dos Santos Abreu, se igbekale nipa akede Counterpoint ni 9th tun-tẹ ṣe ni 2007. WHO wà Guy Debord? Debord kopa ninu a surrealism dissent, ti a npe Lettrism. Nigbana ni pẹlu miiran ajafitafita da awọn Situationist International. Confronted pẹlu Henri Lefebvre ati awọn Socialisme rohi Barbarie ẹgbẹ. Je ọkan ninu awọn pataki ti May 1968 French ati awọn onkowe ti show awujo. Pada diẹ ninu awọn Marxist Lukacs ati awọn agbekale. Ni awọn iwe The show Awujo, ọja ti a ọkunrin ti ṣe kò kọlẹẹjì ati ki o ti wa ni bayi iwadi ni mewa ile-iwe, Debord mu ki a deede oja ti awọn Oorun ti laala ronu. Ati ni ṣe ki lominu ni bakuninstas, Leninists, Maoists, Stalinists, Trotskyists, Bolsheviks. Alaimuṣinṣin barbs lodi si awọn Rosia bureaucracy ati awọn Russian Komunisiti Party. Ni re wo imoriya Italian fascism ati jẹmánì Nazism. BÍ Debord keji ri BLACK Africa? Yi igbeyewo ko ropo ka iwe show awujo, ṣugbọn jẹ ohun pipe si lati be o. Methodologically Debord ntokasi si dudu Africa ni meji asiko ti iwe. Implicitly ninu iwe lori eko 57 (p.38) ati ki o kedere ninu iwe lori eko 113 (pp. 79, 80 ati 810) Ko lati ajeku awọn ero Debordian yoo ṣe gun a tiransikiripiti ti awọn ohun ti ni ninu iwe ati bi jina bi o ti ṣee lati ọrọìwòye lori wọnyi stretches. 57 eko ATI 113 iwe lori eko Ni iwe lori eko 57 Debord kowe: "Awọn ngbe awujọ ti awọn iyanu ko jọba ni underdeveloped awọn ẹkun ni nikan nipa aje hegemony dominates wọn bi awọn awujọ ti iyanu ni ibiti awọn ohun elo ti mimọ ni ṣi nílé, lori olukuluku continent, igbalode awujọ ti tẹlẹ yabo spectacularly .. awujo dada ". Bi mo ti ọgbufọ yìí aye? Ninu mi wo ohun ti Debord ti a npe ni ko si ohun elo igba ninu 1967 (ọdún ti awọn iwe ile atejade) je ni o daju wipe ise awujo ni ko ni globalized aye Earth ni ọna kanna. Nibẹ ni yio jẹ aso-ise igun bi dudu Africa ati diẹ ninu awọn orilẹ-ede ti Oceania. Ti o ni, awọn ohun ọgbin ti ko ami kan abule ti Angola, ṣugbọn awọn redio mu nipa iṣẹ riran Kristiẹni mu capitalist subjectivity nibẹ. lori eko 113 Awọn iwe lori eko 113 Mo ti pinnu lati transcribe o ni kikun. Jẹ ki rẹ. "Awọn iruju ti isiyi neoleninista Trotskyism, jije ni gbogbo igba contradicted nipasẹ awọn otito, ti igbalode capitalist awujọ, mejeeji bi Bourgeois bureaucratic, ni a adayeba aaye anfani elo ni" underdeveloped "awọn orilẹ-ede formally ominira. Ni wọn, awọn iruju ti a iyatọ ti eyikeyi ipinle ati bureaucratic socialism ti wa ni consciously fọwọ nipa agbegbe Peoples kilasi bi awọn alagbaro ti aje idagbasoke. awọn arabara ti awọn wọnyi tiwqn kilasi sopọ diẹ ẹ sii tabi kere si ko o si a gradation ninu awọn bourgeois-bureaucratic julọ.Oniranran. Nigbati ndun lori ohun okeere asekale pẹlu awọn meji ọpá wa tẹlẹ capitalist agbara ati awọn oniwe-arojinle ileri "paapa pẹlu Islam" n ṣalaye awọn arabara idanimo ti awọn oniwe-awujo mimọ, wọnyi kilasi pari soke yọ igbehin byproduct ti arojinle socialism eyikeyi pataki aspect ju olopa. A bureaucracy le ti wa ni akoso lati fi ipele ti awọn orilẹ-Ijakadi ati awọn agrarian peasant sote: rẹ ifarahan lẹhinna bi ni China, ni lati waye ni Stalinist awoṣe ti ohun elojade ti a si kere awon awujo wipe Russia ti 1917. A bureaucracy anfani lati industrialize awọn orílẹ-èdè le ti wa ni akoso awọn aawo bourgeoisie ti ogun cadres ti o nfi agbara, bi apẹẹrẹ ti Egipti. (tcnu fi kun). Ni diẹ ninu awọn ibi, bi ni Algeria jade ninu awọn ogun ti ominira, awọn bureaucracy, eyi ti je kan parastatal itọsọna nigba ti ija, nwá a Iwontunws.funfun ojuami ti a ifaramo lati inu oyun naa pẹlu kan ko lagbara orilẹ-bourgeoisie. Níkẹyìn, ninu awọn tele iti gba ominira ti dudu Africa eyi ti wa gbangba sopọ mọ si awọn oorun bourgeoisie, Amerika ati European, a bourgeoisie je "fere nigbagbogbo lati agbara ti ibile olori ti tribalism" ara State: awon orile-ede ibi ti ajeji imperialism tẹsiwaju jije awọn gidi titunto si ninu awọn aje, o ami kan ipele ni ibi ti awon ti onra gba ni biinu fun won tita ti onile ọja, awọn ohun ini ti ẹya Indian Ipinle, boya loju awọn ti agbegbe ọpọ eniyan sugbon ko ki o to imperialism. Ni idi eyi o jẹ ẹya Oríkĕ bourgeoisie ti o jẹ ko ni anfani lati accumulate, sugbon eyi ti nìkan squanders, mejeeji apa agbegbe laala ajeseku iye ti o ye bi ajeji awọn ifunni funni nipasẹ awọn States tabi monopolies eyi ti o wa ni won protectors. (tcnu kun). O ti wa ni awon lati transcribe awọn Bíbo ti awọn iwe lori eko: "Ṣugbọn awọn ti gan aseyori ti a bureaucracy ninu awọn oniwe-Pataki ise agbese ti elojade ti dandan ni awọn afojusọna ti awọn oniwe-itan ikuna: nipa tẹlera olu o accumulates proletariat, ki o si ṣẹda ara rẹ kiko, ni a orilẹ-ede ibi ti o ti kò tẹlẹ. " Bawo ni a le túmọ Debordian ero? Awọn French alapon ni o tọ ti awọn akoko (1967) reflected a dabi ẹnipe gbigbe data oni nọmba aye. Awọn meji lagbara kilasi ti awọn ọjọ wà ni bourgeoisie ati awọn bureaucracy ti awọn Komunisiti ẹni ni õrùn. Debord ni italicized ọrọ sọrọ ti ẹya ile Afirika Gbajumo ti o ta aise ohun elo fun funfun ajeji imperialism ati ni pada gba pipaṣẹ posts ni ile Afirika ipinle bureaucracy. O ti wa ni ohun Oríkĕ bourgeoisie, nitori ni ibamu si Debord ara, lati tẹlẹ bourgeoisie gbọdọ tẹlẹ ikojọpọ ati yi ni ṣee ṣe nikan ni ohun intense ohun elojade ti o tọ. O ti wa ni a bourgeoisie ti o àlàpà ati ki o expropriates awọn ti fi kun iye ti ile Afirika osise be ni ogbin ati ki o extractive akitiyan ninu iṣẹ eka.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Dämmerung heilig oder Individualisierung der Religion?

Anselm Grün ehrwürdigen, Ich teilen Ihnen, dass ich gerade gelesen das brasilianische Übersetzung seines Buches "Von Schutz des Heiligen". Lesen Sie die fünfte brasilianische Ausgabe. Ich bin nicht gut informiert über seine Arbeit, die das erste Buch, das ich gelesen ist. Ich habe es wirklich genossen, sein Buch ist brillant. Bitte lassen Sie mich vorstellen. Ich bin kein Christ, noch bin katholisch. Ich habe eine starke emotionale Bindung mit dem "Candomblé", die ein Bahia Version des traditionellen afrikanischen Religionen ist. Aber ich werde diese Religion nicht starten. Ich bin ein religiöser "sui generis", weil alles, was hat mit dem Heiligen Pflege zu tun, einschließlich gelesenen Autoren, die es als Nietzsche, Freud, Marx und Darwin zu verweigern. Tragen Sie das Dilemma, einen Fuß in Afklarung achtzehnten und anderen Fuß im traditionellen Afrika. So leben in meinem Kopf: eine Kritik der religiösen Fetisch von Freud und Marx und zur gleichen Zeit, ein Fetischist Tendenz zu vergöttern und verankern das "Physis". Mit anderen Worten, ich spreche von Gottheiten, Vergöttlichung Elementen der Natur. Die zentrale These des Buches ist auf Seite 9: "In den heiligen Räumen die Seele zu atmen, in der Entwicklung, als Blüte. Nur die Heiligen heilt und rettet. " Es ist toll, wenn Sie zitieren das Konzept der "Arreton '= das unaussprechliche, die unaussprechlichen Rudolf Ottos Arbeit die heilig zu definieren. Karl Marx und Sigmund Freud sagte, dass Religion war auf Bewährung. Und heute in Brasilien die Volkszählung 2010 Rede, dass "keine Religion" sind 11 Millionen. Auch dies Brasilien genannte "keine Religion" führt jedoch zu den Neo-Pfingstbewegung Phänomen -, die die Weltkirche des Reiches Gottes in Rio de Janeiro in den 1970er Jahren errichtete eine wachsende und beunruhigende Millionär multinationalen Ausdruck hat. Diese Kirche ist beunruhigend, weil es stimuliert religiöse Intoleranz, die Förderung ihrer Anhänger zu Tempeln der Religionen afrikanischen Ursprungs in Brasilien überfallen und brechen die Altäre und Statuen dieser Tempel. Ich sah, wie aufschlussreich, dass im Final Chapter "Das Heilige: A GOD REFLEX in unserer Welt", Seite 98; Sie sagen, dass die Religionssoziologen nicht mehr in der Säkularisierung, sondern in "Individualisierung" der Religion zu sprechen. Dies spricht stark für mich. Denn ich, zum Beispiel, haben eine sehr besondere Art der Anbetung afrikanischen Götter: ohne Tieropfer. Ich habe bereits vom Heiligen berührt. Ich sah nie den persönlichen Gott der Bibel. Aber der Tag, als ich rief einen afrikanischen Gott, um zu testen, ob es existiert oder nicht, sprach er voll von seltsamen Geräuschen an der Wurzel einer Pflanze in meinem Hinterhof. Von diesem Tag kam ich in der "numinosen" glauben. Das war im Jahr 2005. Zuvor war er richtig Glauben hatten nicht nur viel gelesen über die Religion. So war es auch etwas in der Größenordnung von Gehirn und nicht etwas, das Herz um. Benötigte praktische Erfahrung, Beton und so habe ich etwas, das als Tabu gemacht: evozieren eine afrikanische Gott im Innenbereich. Nach den afrikanischen Religionen, die nur erlaubt, eine religiöse Tempel und unter der Aufsicht eines erfahrenen Priesters.

sexta-feira, 27 de junho de 2014

SE OS PRATICANTES DE RITOS NEGROS SÃO REALMENTE MINORIA, COMO OS TERREIROS CONTINUAM PAGANDO CONTAS?

INTRODUÇÃO O autor começa contextualizando de onde parte seu capítulo: os dados do IBGE referente aos dados do CENSO 2000 acerca do pertencimento religioso. O autor chama a atenção pela quantidade de categorias adotadas pelo IBGE, mas não entra em considerações se estas categorias (144) são auto-classificadas ou hetero-classificadas. Giambelli quer convencer o leitor que o vocabulário que a se refere a maiorias e minorias religiosas carregam em si pressupostos e implicações. Ele afirma que num cenário em que em que muito se discute os resultados das estatísticas religiosas, seu objetivo é provocar uma reflexão focada nos significados da própria quantificação, tendo como plano imediato de observação as feições mais gerais do campo religioso brasileiro. 1. PARA DESBANALIZAR A NOÇÃO DE MINORIA O autor reflete que a noção de minoria não é apenas uma referência estatística. Depois de uma farta exemplificação baseada no filósofo político M. Walzer da qual destaco a noção mais próxima da República brasileira, de Estado-nações, cujo fundamento político reside idealmente no princípio, criando uma assimetria entre os indivíduos em função de seus pertencimentos coletivos. Ou como ilustra o autor: Um grupo dominante único organiza a vida comum de acordo com sua história e sua cultura própria, tendo por fim, na melhor das condições, reproduzir essa história, pereniza essa cultura. Para o autor a Modernidade institui uma espécie de individualismo como fundamento religioso. O estado moderno relega para o privado a esfera religiosa, já que se pressupõe que a esfera pública é ou tende a ser laicizante ou secularizante. Guiambelli se vale de uma farta demonstração sobre o Estado indiano e seu jogo de cintura com o Islã, que é presumidamente uma minoria religiosa na Índia. 2. BRASIL SEM MINORIAS Giambelli começa esta seção chamando a atenção para a questão peculiar do campo religioso brasileiro. Segundo ele, a história brasileira traduziria sinais da pluralidade religiosa – nem mesmo quando cláusulas políticas previam que apenas o catolicismo fosse cultuado nessas terras. Para ele, o vocabulário derivado da noção de maioria e minoria nunca se tornou dominante ou mesmo recorrente para demarcar essa pluralidade. Para a Igreja Católica no Brasil não é maioria, mas sim totalidade. Segundo sua historiografia a Igreja Católica precedeu aos brasileiros ao ser ela uma das forças e dos motivos da colonização – e que, proclamada a independência, foi ratificada como religião oficial. No Brasil república foi estabelecida a laicidade do Estado em 1889, a Igreja Católica reivindicou estar ao lado da “nação”. A consequência mais visível foi a presença de suas instituições e de seus símbolos em espaços públicos , algo que depois de 1930, foi apoiado e desejado pelos poderes centrais, caracterizando uma situação que já foi chamada de “neocristandade”. E no período da Ditadura Militar a Igreja Católica teria, segundo o autor, entrado em rota de colisão com os governos militares, pois seria do lado do “povo” que a mesma Igreja pretendia estar. Cada uma dessas imagens alimentou a ideia do “Brasil católico”, que temos ainda hoje tantas marcas e manifestações. O pluralismo interno ao catolicismo, derivado de acomodações históricas, às vezes propiciadas pelas práticas, quase sempre negadas no plano das discussões coexistia a um pluralismo externo, por conta de movimentos que escapavam do controle clerical, mas que não raramente tramavam com o catolicismo um jogo complexo de complementaridade. O preço do inclusivismo está no fato, de que as alternativas ao catolicismo, se existentes, deveriam ser subordinadas a este. Guiambelli cita o caso do que chamou genericamente de “religiões mediúnicas”. Enquanto no catolicismo é possível “ser sem participar”, nas religiões mediúnicas é mais comum “participar sem ser”. Por razões próprias à configuração dessas religiões, mas também por uma relação visceral com o catolicismo. Segundo ele esta relação faz com que elas não se assumam um contorno claro e nítido. Eu concordo com Guiambelli até certo ponto. Pelo menos baseado na minha pesquisa de campo nos terreiros de matriz africana e centros espíritas kardecistas da Região Metropolitana de Fortaleza. Embora deva admitir que minha amostragem de casas e templos não é exaustiva. Os centros espíritas kardecistas que visitei ou frequentei tem cancioneiros baseados no hinário católico, entre outras práticas cotidianas contaminadas pelo ideário católico. Já no continuum afro-brasileiro os templos que conheço que vamos conceituar por uma questão metodológica de templos umbandistas: a contaminação católica é mais visível. No Terreiro Tranca-Rua das Almas no João XXIII (Mãe Mazé e Pai Clauber) se inicia a gira com um pai-nosso bíblico e uma ave-maria católica. Uma preta-velha incorporada na coroa do pai-de-santo da casa (Pai Clauber) recomendou após um banho de folha de angola, que eu acendesse uma vela branca para o meu anjo de guarda e rezasse um terço. Isso mesmo: rezar um terço. Esta tenda umbandista tem um compartimento em que eles julgam praticar uma mesa branca kardecista e lá há várias fotografias de santos católicos. Quando a doutrinadora da mesa branca (Mãe Mazé) doutrina os espíritos sofredores ela cita Allan Kardec, Bezerra de Menezes, Santo Ambrósio e São Vicente de Paula com muita naturalidade. O mesmo eu vi em mais três terreiros de rito “umbandista” do bairro João XXIII. Eu discordo do autor quando se fala do candomblé do rito keto, o rito menos ocidentalizado dessas, vamos dizer, religiões mediúnicas. Minha observação é baseada em campo frequentei durante algum tempo o Ilê Asé Omo Tife no Jangurussú e agora frequento o Ilê Asé Ya Omi Arin Ma Sun, em Mucunã, zona rural do município de Maracanaú na Região Metropolitana de Fortaleza. Quanto à debilidade política eu também discordo, é lógico que o campo das religiões tradicionais de terreiro não tem a mesma visibilidade ou verba institucional do campo pentecostal brasileiro, mas há esforços no Brasil de organizar o povo do axé. Há no sudeste um esforço em torno de construir uma coalização suprapartidária chamada “Guerreiros do Axé” do qual o sacerdote e vereador Pai Guimarães é o chefe. Também são dignas de registro duas coalizões digitais em nível de rede, que tenta articular diferente da tradição piramidal das federações de umbanda herdadas da década de 1940 e 1950, que são a: REDE AFRO-BRASILEIRA SÓCIO CULTURAL liderada pelo babalorixá Pai Alex de Brasília e a RBU- REDE BRASILEIRA DE UMBANDA representada pelo sacerdote e escritor umbandista de Santos/SP Manoel Lopes. As duas redes não têm caráter deliberativo, mas caráter consultivo. Concordo com Giambelli quando afirma a notória influência cultural desses ritos na sociedade brasileira. Giambelli procura contextualizar se os segmentos de neo-esoterismo, misticismo e “Nova Era” exibem uma fragilidade identitária ou não. Depois o autor faz uma contextualização historiográfica para saber se se pode falar em “minoria evangélica” no Brasil. E para ele, ao contrário, das religiões mediúnicas, os evangélicos tem representação política desde a década de 1930 e nos anos 1980 pode-se falar em “bancadas evangélicas”. Giambelli concebe a metáfora do mosaico para entender o campo religioso brasileiro, pois o esforço de entendê-lo como algo traduzível em uma tabela com maioria e minoria é inútil, posto que segundo o autor houvesse muitos centros de referência. 3. AS MINORIAS NO FUTURO? O autor através da documentação historiográfica faz um levantamento de quanto o quesito religião passou a ser um quesito censitário no Brasil. Depois Giambelli parece falar apenas de uma realidade que ele conhece mais de perto: a realidade carioca. Citando a polêmica da lei que estipula o ensino religioso no Estado do Rio de Janeiro. Conclui que as religiões não hegemônicas reivindicaram um programa “interconfessional” ou “ecumênico”, que prescindiu da divisão de alunos, professores e currículos. 4. CONCLUSÃO Esta resenha teve como propósito debate a pertinência da noção de maioria ou minoria religiosa em relação ao campo religioso brasileiro. Emerson Giambelli recortou o assunto falando por fim da realidade carioca que ele conhece de perto. E eu ilustrei com dados não conclusivos da realidade metropolitana de Fortaleza no Estado do Ceará. Eu não sei se a pesquisa quantitativa é a melhor maneira de fazer um retrato religioso do Brasil. Se as religiões mediúnicas ou os ritos de matriz africana são tão minoritários como fazem crer o censo de 2010 do IBGE comentado por Reginaldo Prandi, por que há tantos terreiros? Como eles se mantêm? Paga Aluguel, água, luz, telefone, gás? Ou como na reflexão do historiador negro Wilson do Nascimento Barbosa conseguem fiador para imóveis grandes? REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: ABBAGNANO, Nícola. Dicionário de Filosofia – [tradução da 1ª edição brasileira e coordenada por Alfredo Bosi; revisão da tradução e tradução dos novos textos Ivone Castilho Benedetti] – 5ª ed. – São Paulo: Martins Fontes, 2007. ABRAHÃO, J. R. 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